O fascismo é como uma epidemia de peste…

Pouco depois do fim da II Guerra Mundial, em 1947, o filósofo e escritor Albert Camus publicava um dos seus mais aclamados romances, intitulado de A Peste. Certa vez, escreveu o autor: “se você quiser filosofar, escreva romances”. Assim, este pensador francês sempre teve em seus livros de literatura uma forte densidade filosófica e, na obra em questão, transita entre o absurdo e a revolta. Não poderia ser diferente.

Filhos da miséria, “Capitães da Areia”

“Crianças ladronas”. Esse é o título da matéria do jornal que afirma ser “o órgão das mais legítimas aspirações da população baiana”. Na matéria o jornal diz que um bando de “precoces criminosos”, composto por crianças de oito a dezesseis anos, tem cometido assaltos que “não deixa a cidade dormir em paz”. São os “Capitães da Areia”.

José Saramago e a Reforma da Previdência

Se a ausência da morte é algo ficcional, a vida prolongada seria a promessa e a medida de uma civilização que fosse capaz de garantir o bem-estar e a qualidade de vida de seus membros. Porém, para um sistema que funciona moendo e descartando pessoas (umas mais que outras) para produzir mercadorias (muitas delas igualmente descartáveis para acelerar e impulsionar o ciclo produtivo-destrutivo), a longevidade pode também ser uma trava econômica.