Proudhon e a dominação do homem sobre a mulher

Nosso objetivo é abordar, sinteticamente e em seus pontos mais fundamentais, um aspecto menos conhecido de Proudhon. O pensador da dialética serial e suas antinomias desenvolveu uma perspectiva profundamente conservadora, defendendo o casamento e a família como base da sociedade e, no interior destas instituições, a definição de papeis sociais fixos (e desiguais) para homens e mulheres.

Virginia Woolf contra Damares

As imposições normativas de gênero funcionam como camisa de força que determinam lugares e condutas para homens e mulheres frente os quais teríamos que nos encaixar. Por isso, o discurso que está por trás daqueles que afirmam existir uma “ideologia de gênero” é, ao contrário do que afirmado, o mais ideológico e normativo-impositivo que existe; é o discurso que anula as possibilidades de autonomia dos sujeitos e de podermos experimentar a humanidade em sua plenitude.

O fascismo é como uma epidemia de peste…

Pouco depois do fim da II Guerra Mundial, em 1947, o filósofo e escritor Albert Camus publicava um dos seus mais aclamados romances, intitulado de A Peste. Certa vez, escreveu o autor: “se você quiser filosofar, escreva romances”. Assim, este pensador francês sempre teve em seus livros de literatura uma forte densidade filosófica e, na obra em questão, transita entre o absurdo e a revolta. Não poderia ser diferente.