Filhos da miséria, “Capitães da Areia”

“Crianças ladronas”. Esse é o título da matéria do jornal que afirma ser “o órgão das mais legítimas aspirações da população baiana”. Na matéria o jornal diz que um bando de “precoces criminosos”, composto por crianças de oito a dezesseis anos, tem cometido assaltos que “não deixa a cidade dormir em paz”. São os “Capitães da Areia”.

Jessé Souza e a “elite do atraso”

Jessé Souza tem se transformado em uma referência da “sociologia pública” no Brasil. Aquela sociologia que pula os muros do debate acadêmico e/ou de seus iniciados e passa a estabelecer uma conversação com um público mais amplo, o instigando a reflexão do ambiente social que o cerca. É a tradução do “sociologês” para uma linguagem mais acessível com finalidade de influir nos rumos da sociedade.

José Saramago e a Reforma da Previdência

Se a ausência da morte é algo ficcional, a vida prolongada seria a promessa e a medida de uma civilização que fosse capaz de garantir o bem-estar e a qualidade de vida de seus membros. Porém, para um sistema que funciona moendo e descartando pessoas (umas mais que outras) para produzir mercadorias (muitas delas igualmente descartáveis para acelerar e impulsionar o ciclo produtivo-destrutivo), a longevidade pode também ser uma trava econômica.

“A casa das doidas”

O livro Prisioneiras de Drauzio Varella foi lançado em 2017 fechando uma trilogia de sua experiência em penitenciárias de São Paulo como médico voluntário. Completa o itinerário literário os livros Estação Carandiru (1999) e Carcereiros (2012). Iniciando seu trabalho como médico nas penitenciárias em 1989, a trilogia atravessa, portanto, 28 anos de experiência e convívio com o ambiente carcerário.

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