Proudhon e a dominação do homem sobre a mulher

Nosso objetivo é abordar, sinteticamente e em seus pontos mais fundamentais, um aspecto menos conhecido de Proudhon. O pensador da dialética serial e suas antinomias desenvolveu uma perspectiva profundamente conservadora, defendendo o casamento e a família como base da sociedade e, no interior destas instituições, a definição de papeis sociais fixos (e desiguais) para homens e mulheres.

Virginia Woolf contra Damares

As imposições normativas de gênero funcionam como camisa de força que determinam lugares e condutas para homens e mulheres frente os quais teríamos que nos encaixar. Por isso, o discurso que está por trás daqueles que afirmam existir uma “ideologia de gênero” é, ao contrário do que afirmado, o mais ideológico e normativo-impositivo que existe; é o discurso que anula as possibilidades de autonomia dos sujeitos e de podermos experimentar a humanidade em sua plenitude.

Pelos “Becos da Memória” de Conceição Evaristo

“Becos da Memória” fora escrita nos anos 1980, porém somente publicado pela primeira vez em 2006. Não porque assim quis, mas pelas barreiras e os obstáculos produzidos e reproduzidos por nossa sociabilidade racista e patriarcal, calcadas em uma formação social baseada em séculos de escravidão e um processo de miscigenação, em larga medida, na base da violação e objetificação do corpo de mulheres negras e indígenas. A história da humanidade de Conceição Evaristo não começou por aí, mas teve nesse processo uma virada com marcas profundas.

Por que ler “Meio sol amarelo”?

“Meio Sol Amarelo”, publicado em 2006, foi o segundo romance da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. O texto atravessa temas recorrentes em sua produção literária, como o colonialismo, o racismo, a extravagância dos ricos da África pós-colonial, tramas familiares e amorosos, as tradições e costumes, a condição da mulher e os conflitos étnicos-raciais e religiosos.

O fascismo é como uma epidemia de peste…

Pouco depois do fim da II Guerra Mundial, em 1947, o filósofo e escritor Albert Camus publicava um dos seus mais aclamados romances, intitulado de A Peste. Certa vez, escreveu o autor: “se você quiser filosofar, escreva romances”. Assim, este pensador francês sempre teve em seus livros de literatura uma forte densidade filosófica e, na obra em questão, transita entre o absurdo e a revolta. Não poderia ser diferente.

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